© Günther W. Frank
Traduzido por Milton Kuhn - Blumenau - SC, Brasil E-mail miltonkuhn@brturbo.com
Quem ouve falar pela primeira vez sobre o Kombuchá talvez diga: novamente
um remédio milagroso que é festejado e depois de algum tempo desaparece
no esquecimento.
Quando, há alguns anos, tomei conhecimento do Kombuchá também pensei assim.
Grandes promessas me tornam cético. Assim foi, quando há alguns anos
tomei conhecimento do cogumelo do chá, o Kombuchá.
Será que foi achada a chave geral para a cura de todas as aflições ou
até da imortalidade? A sua reputação de ser um verdadeiro remédio
milagroso, era para mim suspeito, mas ao mesmo tempo me fez curioso.
Eu queria ir a fundo no mito que cerca o Kombuchá desde tempos imemoriais. "Quais
são os fatos?" - esta era a pergunta que me movimentou. O cogumelo do Kombuchá,
esta pequena fábrica química, que produz diversos ácidos orgânicos e
outras substâncias, não me largou mais.

Nas minhas tentativas de aventurar-me nas fontes, descobri que está espalhada
pelo mundo uma abundante literatura sobre o cogumelo do chá. O Professor Dr. Eduard Stadelmann
já em 1960 publicou uma bibliografia sobre o cogumelo do chá que listava 260
publicações. Neste ínterim o seu número foi acrescido consideravelmente. Começando
com publicações alemãs da virada do século, seguindo pela literatura inglesa do Srilanka, Java e
EUA, passando por contribuições francesas, estudei tudo o que
está relacionado com o cogumelo do Kombuchá. Tive a fortuna de receber valiosos
trabalhos científicos da Rússia onde o cogumelo do chá foi pesquisado
minuciosamente e aplicado em clínicas depois da segunda guerra mundial. Preparei
centenas de litros do "kvass" de chá e os bebi com minha família, fiz alguns
experimentos assim como estudei tudo o que pude levantar sobre o tema do
Kombuchá. Contatos com microbiólogos, médicos, práticos da saúde, farmacêuticos,
químicos e pessoas que pudessem informar a respeito de experiências com o
cogumelo do chá ajudaram-me para uma melhor compreensão das correlações e
fundamentos. Sou grato também pelo frutuoso intercâmbio de idéias com as muitas
mulheres e homens que me deixaram aproveitar das variadas experiências e
insucessos.
Junto com as próprias tentativas, pesquisas e experiências amadureceu em mim o
reconhecimento: tem algum fundamento a boa reputação do Kombuchá.
Imagem à esquerda:
Revista FOCUS Nº. 34
de 21.08.96
Muita pesquisa ainda é necessária, outros mecanismos de ação estão
completamente fundamentados por verificações científicas e pela experiência. O
último segredo deste "cogumelo milagroso", como é chamado em muitas publicações,
ainda não foi descoberto. Não gosto da expressão "cogumelo milagroso".
Se você quiser saber minha opinião sobre o Kombuchá, então posso dizer, com
tranqüilidade de consciência: estou convencido das possibilidades positivas de
utilização. Quando se leu uma grande variedade de narrativas, quando se ouviu
dos próprios envolvidos coisas surpreendentes e a gente mesmo comprovou
muita coisa, não se pode descartar como disparate a confiança das muitas pessoas
baseada em sua própria experiência só porque tudo ainda não foi
dissecado com exatidão analítica. Basta apenas os relatos da Rússia, onde se continuou
a pesquisar o Kombuchá depois da segunda guerra mundial e em que se realizaram
verificações científicas nos hospitais, para nos impelir a grandes expectativas mesmo
com reflexão realista e sóbria.
Eu pleiteio que a pesquisa do cogumelo do chá, que nos anos vinte começou tão
esperançosamente, mas que então de vez em quando mergulhou no esquecimento, seja
trazida à discussão não somente em debates, mas que novamente seja reavivada em
base científica e assegurada através da realização de estudos.
Eu agora lhes desejo muito sucesso no preparo da bebida do Kombuchá e grandes
proveitos pelo seu uso. Que no futuro próximo este cogumelo ocupe em seu lar o
seu devido lugar.
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