Uma interessante documentação sobre a história do Kombuchá na ex-URSS Telefone (Código de país de Alemanha +49) 72 31 - 47 18 10 E-mail frank@kombu.de Eu falo o alemão e o inglês. Eu não falo o português. |
O informe a seguir provém de uma pessoa que
nos anos desde 1946 a 1954 estudou medicina na Universidade
Lomonossow em Moscou e na Academia Militar de Leningrado.
Entrementes êle emigrou e vive agora na República Federal da
Alemanha. Nome e endereço me são conhecidos, o autor deseja, no
entanto, que eles não sejam tornados públicos. Agradeço-lhe de
coração pela permissão de publicar este interessante informe.
O Kombuchá
Os pesquisadores
soviéticos finalmente solucionaram o enigma: Kombuchá
Após a Grande Guerra Patriótica (1941-1945) também na
União Soviética crescia vertiginosamente, de ano a ano, o
número de cancerosos. No começo de 1951 a Academia de Ciências
da URSS e o Instituto Central de Pesquisas Oncológicas em Moscou
decidiram realizar, entre outras essenciais medidas de pesquisa,
uma avaliação extremamente exaustiva dos dados estatísticos
entre as diferentes incidências de câncer nas diversas
regiões, distritos e cidades da URSS.
Com isto deveriam ser examinados e inspecionados os usos e costumes e condições do meio-ambiente das populações dos distritos nos quais os casos de câncer eram especialmente baixos.
Pretendia-se, deste modo, - como numa investigação policial
- chegar a novos vereditos nos campos da patogênese e
possivelmente a uma eficaz terapia do câncer.
Dignas de nota eram, deste ponto de vista, as regiões de
Ssolikamsk e Beresniki no Distrito de Perm em Kama no centro da
parte ocidental dos Urais. Aqui praticamente não existiam
doentes de câncer, e quando existiam, tratava-se de pessoas
recém chegadas. As condições do meio-ambiente não eram aqui
muito melhores do que nas velhas regiões industriais. Nas
regiões de Ssolikamsk e Beresniki havia uma nova e crescente
indústria que, em razão de suas emissões, era muito mais
perigosa do que a antiga, existente nas outras partes da União
Soviética: minas de potássio, mercúrio, amianto e as
respectivas perigosas instalações de processamento. A densidade
populacional era, de fato, significativamente menor, em
contrapartida as emissões eram consideravelmente mais perigosas.
Já naquela época ocorreu aqui uma mortandade da vegetação e
de peixes.
Foram estabelecidas duas equipes exploratórias com 10
cientistas em cada uma e os correspondentes assistentes. O Dr.
Molodejew dirigiu a equipe na região de Ssolikamsk e o Dr.
Grigorijew na de Beresniki.
As técnicas da exploração, que eram amplas e demoradas,
não devem aqui ser descritas detalhadamente. Entre outras coisas
foram explorados: A origem da população, diferenças étnicas,
as condições de moradia e de vida, costumes em relação à
alimentação, bebida, trabalho, descanso e laser, atribuições
por idade, etc. Em nenhum ponto apresentaram os dados destes
incontáveis fatores, que estavam ainda mais subdivididos,
diferenças importantes com relação a populações em outras
regiões da URSS.
As medições técnicas laboratoriais das emissões da
indústria e suas consequências sobre solo, água, fauna e flora
conduziram a resultados extremamente desfavoráveis. Não
tivessem estes resultados desfavoráveis reforçado ainda mais a
contradição com a realidade, de que aqui apesar disto
praticamente não havia doentes de câncer, teriam as
investigações provavelmente sido interrompidas há muito tempo.
Apesar disto as longas investigações não trouxeram nada de
essencial. Chamava a atenção o fato de que, apesar do
relativamente maior índice de consumo de álcool e nicotina, a
atitude em relação ao trabalho era substancialmente melhor do
que em outras partes da URSS. As faltas ao trabalho em razão de
doença eram consideravelmente menos frequentes. Delitos
provenientes de embriaguez eram excepcionalmente raros. Apesar do
maior consumo de álcool a embriaguez praticamente não ocorria.
Parecia que as pessoas aqui suportavam melhor o álcool. As
normas de trabalho e produção eram contínua, e de fato,
honestamente excedidas. O estado de espírito geral na
população era antes de tudo elevado. Explicações para todo
este fenômeno não havia no momento. Também havia pouca
perspectiva em achar explicações para isto.
"Vinho de
cogumelo" declarou a velha Babuschka
Num
dia quente de verão o Dr. Molodejew visitou pessoalmente a
moradia de uma família a ser entrevistada. Marido e mulher
estavam no trabalho, as crianças no jardim de infância ou na
creche. Somente estava em casa uma velha Babuschka que cuidava da
casa. Ela também cuidava das casas de parentes porque não podia
ter consigo os netos .
A Babuschka ofereceu ao Dr. Molodejew, em razão do intenso
calor, um refresco que este aceitou agradecido. O Dr. Molodejew
achou agradável, refrescante e saborosa a bebida que lhe era
desconhecida. Ao informar-se a respeito da bebida, esclareceu-lhe
a velha, que se tratava de "Chá-Kwass"..
A coisa se
parecia com uma panqueca espessa,
mas a bebida tinha um sabor delicioso
O
Dr. Molodejew estava surpreso. Êle somente conhecia Kwass
preparado a partir da fermentação de pão (uma receita para pão
encontra-se aqui ,
contudo em
língua inglesa). Ao ser perguntada, esclareceu a
velha, que "Chá-Kwass" não é feito de pão, mas de
chá doce, que é fermentado com a ajuda do "cogumelo do
chá" ou "fungo do chá". A Babuschka, notando que
o Dr. M. tinha dificuldade em compreendê-lo, mostrou-lhe, numa
pequena câmara lateral, cerca de 10 potes de pedra dispostos
lado a lado numa prateleira e cobertos com panos de linho ou
musselina. Ela abriu um dos potes. Tinha um cheiro forte de
fermentação. Na parte superior flutuava grande, redonda, e
plana como uma omelete, uma formação gelatinosa marrom
acinzentada que quase parecia com uma medusa. "Não
exatamente apetitosa," disse o Dr. M. "contudo muito
saudável, de fácil digestão e além disto, de graça",
retrucou a velha.
A
seguir descreveu-lhe com precisão o método de produção: num
pote de pedra colocam-se 3 a 5 litros de chá preto morno ( 1
colher [das de chá] de chá em 1 litro de água), adoçado com
100 a 150 gramas de açúcar por litro. Quando o chá estiver
apenas levemente morno, deita-se em cima um cogumelo ou um seu
rebento, após ter antes ajuntado uma xícara de
"Chá-Kwass" pronto. O pote é então coberto com um
pano de linho ou musselina amarrado no topo. Após 10 a 12 dias
parado (ocorre um processo de fermentação) entre 20 e 30 șC o
"chá-kwas" ou o "vinho de cogumelo" está
pronto.
Naturalmente o cogumelo se multiplica de tempos em tempos
através de um corte transversal cilíndrico. Pode-se também
recortar, na margem do cogumelo, com uma lâmina afiada, um
pedaço do cogumelo na forma de uma roda dentada (do tamanho de
uma moeda) e colocá-lo em pequenos copos (150 ml) sobre chá
preto e bebida de Kombuchá (na proporção de
1:1), adoçado como indicado acima. Após três a quatro dias
tem-se um cogumelo novo com que se pode novamente preparar 2
litros de chá com bebida de Kombuchá.
O Czar:
"Dêem este vinho ao povo"
A velha sabia informar com certeza, que em toda a região de
Ssolikamsk provavelmente não existia nenhuma família que não
preparasse e bebesse o "vinho de congumelo". Já era
este o caso havia muitas centenas de anos. Viajantes sábios o
teriam trazido naquele tempo da China. Os chineses o teriam
recebido dos japonenses. Os sábios teriam dado de presente aos
Czares o cogumelo com que se poderia preparar vinho de chá. O
Czar teria, após algum tempo, notado que este "vinho"
não estava mesmo de acordo com seu paladar. Êle determinou
levá-lo para o meio do povo com a indicação de que agora cada
um poderia fazer vinho delicioso a partir de chá. Que o pequeno
Muschik não seja mais tão cobiçoso e embriagado, e não o
seria com este "vinho".
Por uma coincidência semelhante, em suas pesquisas, bateu
também a equipe do Dr. Grigorijew em Beresniki neste
"cogumelo do chá" bastante desconhecido em outras
partes. Longas e abundantes explorações confirmaram que em
ambas a regiões praticamente não havia uma casa que não
possuisse o "cogumelo do chá", não produzisse este
peculiar "vinho de congumelo" e que não o consumisse
em grandes quantidades. Aqui êle era simplesmente uma bebida
popular barata e de fácil digestão. Mesmo os alcoólatras o
bebiam em abundância antes, durante e depois do consumo de
álcool. Chamou a atenção aqui, que bebedores, após abundante
ingestão de álcool mal apresentavam sinais de embriaguez.
Delitos de embriaguez e acidentes causados pelo consumo de
álcool, seja no trânsito seja no trabalho eram excepcionalmente
raros. O consumo de álcool e fumo eram antes mais elevados do
que em outras regiões da URSS.
O Intituto
Bacteriológico Central de Moscou: "É Kombuchá"
Chegou-se agora à avaliação científica dos resultados da
investigação: aqui a dificuldade foi que nenhum membro de ambas
as equipes estava na condição de determinar e definir com
exatidão científica o ominoso "cogumelo do chá".
Rapidamente podia ajudar aqui o Instituto Bacteriológico Central
de Moscou. Com base em fotografias coloridas e amostras foi
inequivocamente determinado de que se tratava do pouco conhecido Kombuchá.
O Kombuchá seria um fungo do chá - também cogumelo do
chá -, que se forma como uma gelatina da "bacterium
xylinum" com células de fermento da espécie Saccharomyces
depositadas em forma de ninho. A esta simbiose pertencem também:
os tipos Saccharomyces ludwigii, Saccharomyces apiculatus,
Bacterium xylinoides, Bacterium gluconicum, Schizosaccharomyces
pombe, Acetobacter keto-genum, Torula-Arten, Pichia fermentans e
outros fermentos.
Também se sabia que este Kombuchá era
usado, em algumas partes da União Soviética, na preparação de
uma bebida parecida com vinho de maçã "Chá-Kwass".
Muito mais o Instituto Bacteriológico Central de Moscou também
não sabia sobre o Kombuchá. A referência
principal era o manual do alemão W. HENNEBERG: "Handbuch
der Gärungsbakteriologie", Volume 2 de 1926. Sobre as
funções bioquímicas desta simbiose Kombuchá
também não tinha nada a informar o manual alemão. Então foi
consultado o Instituto Central Biológico-Bioquímico em Moscou.
Kombuchá não
é cogumelo, mas sim uma simbiose
Hoje se sabe que o assim chamado "cogumelo do chá Kombuchá"
não é um cogumelo, mas um líquen. O Kombuchá é uma
simbiose de células de fermentos com bactérias (veja a foto da
esquerda: uma vista através do microscópio), uma membrana de
líquens, que não se multiplicam através de esporos - como o
cogumelo - mas através de gemação. (Nota de G. W. Frank: O
autor do informe há de me perdoar de que eu não esteja de
acordo com a classificação do Kombuchá
como líquen. Um líquen é uma comunidade de algas e fungos que
necessita de luz como fonte de energia para a fotossíntese
típica das algas. O Kombuchá ao
contrário também prospera na escuridão, pela razão de que
êle não contém os componentes de algas típicos de líquens.)
O Kombuchá
transforma o chá numa fonte da saúde
Elaboradas investigações concluiram que o Kombuchá
produz, principalmente ácido glucurônico, as
vitaminas B1,
B2, B3,
B6 e B12
assim como ácido fólico e L-ácido
láctico, entre outras substâncias com ação
antibiótica, não fáceis de definir.
De interesse preponderante são aqui o ácido
glucurônico e o L-ácido láctico(+).O
ácido glucurônico aparece em quantidade
suficiente no fígado sadio e é até agora dificilmente
sintetizável. Êle captura no fígado toxinas endógenas e
exógenas que então são eliminadas através da vesícula biliar
ao intestino e pelos rins à urina. Os venenos capturados pelo ácido
glucurônico não podem mais ser reabsorvidos no
intestino e no sistema urinário. Deste modo o ácido
glucurônico realiza uma função de desintoxificação
extraordinariamente importante. Em condições normais o
organismo sadio pode produzi-lo no fígado em quantidade
suficiente, de modo que, em geral, é garantida uma
desintoxificação suficiente. Isto se torna crítico num
meio-ambiente com venenos em quantidade excessivamente grande e
fácilmente acessíveis assim como num corpo com quantidade
excessiva de toxinas endógenas.
As pessoas hoje
possuem um fígado são?
Não! Por isto necessitam Kombuchá
O fígado, cada vez mais enfraquecido, não consegue mais
produzir suficiente ácido glucurônico. Numa
situação de excessivas toxinas exógenas e endógenas o
aparecimento do câncer e de outras doenças é favorecido. Antes
de tudo o sistema de defesas do corpo entra em colapso.
Além disto é ainda de grande importância, que o ácido
glucurônico na forma ligada é o "tijolo" de
tão importantes polissacarídeos como o ácido hialurônico
(substância básica do tecido conjuntivo), o sulfato de
condroitina (substância básica das cartilagens), o sulfato de
mucoitina (substância constituinte da mucosa estomacal e do
cristalino) e a heparina. Assim não é de admirar que o Kombuchá
também é empregado com grande sucesso no enfraquecimento do
tecido conjuntivo, artroses e artrites, danos à mucosa estomacal
e ao cristalino. Também é de ajuda no caso de tromboses e
tromboflebites.
O componente antibiótico do Kombuchá é o ácido
úsnico que é geralmente obtido de líquens. Êle
possui forte ação antibactérica, sim êle desativa
parcialmente até vírus.
O Kombuchá
produz o bom L-Ácido Láctico(+)
O L-ácido láctico(+) praticamente não
aparece nos tecidos de doentes de câncer. Enquanto êle
prevalece no tecido não ocorre o câncer. Aqui é interessante
notar que em doentes de câncer o valor do pH fica acima de 7,56.
Organismos livres de câncer (também livres de pré-cancerose)
apresentam valores de pH abaixo de 7,5. A deficiência de L-ácido
láctico(+) na alimentação leva a um colapso da
respiração celular, à decomposição do açúcar com
fermentação e na formação do DL-ácido láctico nos tecidos.
A mistura de ambas as formas do ácido láctico (DL) em
quantidades iguais que se anulam chamam-se racêmicos. Os
racêmicos é que favorecem ou possibilitam o aparecimento do
câncer.
Alimentação suficiente com L-ácido láctico,
trabalho manual, treinamento muscular, sauna, etc. possibilitam,
além da eliminação de resíduos também a liberação deste
ácido láctico e regula com isto o valor do pH do sangue para
baixo. Medições sucessivas no sangue venoso mostraram que a
bebida do Kombuchá desloca marcadamente os
valores do pH no sentido ácido.
Com isto nosso principal interesse no Kombuchá
deveria, a grosso modo, estar esquematizado. Exames detalhados de
urina mostraram que, após haverem ingerido a bebida do
Kombuchá, pacientes que ainda não o haviam ingerido
anteriormente, tinham em sua urina traços importantes de
substâncias tóxicas ambientais (como chumbo, mercúrio,
benzeno, césio, etc.). Além disto ficou demonstrado que a
bebida estava inteiramente livre destas substâncias.
"Isto tenho
que informar ao camarada Stalin"
O Prof. Dr. Winogradow, membro da Academia de Ciências da
URSS, que também era médico de Stalin, determinou mais exames
médicos e farmacológicos com o Kombuchá.
Rumores de um remédio milagroso contra o câncer chegaram ao
Ministro do Interior e ao Chefe do Serviço Secreto L.P. Berija,
o qual obteve esclarececimento a respeito de tudo deixando-se
conduzir através dos laboratórios envolvidos com a pesquisa do Kombuchá
.
Quando Berija soube como se chegou ao Kombuchá,
festejou dizendo: "Este é o método de investigação
criminal de nossa KGB! Então vejam: a ciência pode aprender da
KGB! Aprender da KGB significa aprender a vencer! - A respeito
disto tenho que informar o camarada Stalin. Êle recentemente me
admoestou de que nós deveríamos ser mais eficientes, portanto,
deveríamos trabalhar mais cientificamente."
Em relação a isto chegou-se a falar de que o medo de Stalin
de morrer de um possível câncer se tornava cada vez maior. Êle
teria repetidos pesadelos em que morria de câncer. A este
respeito afirmava uma dissertação científica do Prof. Dr.
Petrowskij, o Diretor do Instituto de Parapsicologia de
Leningrado, de que pessoas morrem exatamente daquela doença com
a qual sonham com frequência. Stalin também teria lido esta
dissertação e ficava de tal modo deprimido em sua
"crendice científica" que alguma coisa teria que
acontecer.
Em face deste estado de coisas e porque, com certeza, efeitos
nocivos do Kombuchá devessem ser excluídos, resolveu-se que
Stalin deveria ser tratado com o produto bruto do Kombuchá,
para acalmá-lo, mesmo antes do desenvolvimento de um preparado
farmacêutico. O Prof. Dr. Winogradow resolveu que um conselho
médico deveria decidir sobre o assunto. No outono de 1952 um
conselho médico de 12 membros aprovou a decisão. Berija deu a
luz verde. Êle deu a permissão sem contar com seus dois
representantes, os Generais da KGB: Rjumin und Ignatijew. Ambos
tinham sido informados e se fizeram conduzir pelos laboratórios,
naturalmente não sem ouvir esclarecimentos científicos, mas
chegando a outras conclusões.
Rjumin e Ignatijew eram morbidamente ambiciosos. Cada um deles
tentava suprimir Berija e tomar a chefia do Ministério do
Interior e da KGB. Como Stalin neste momento tivesse
consideráveis antipatias contra os judeus, o que antes nunca
tinha sido o caso, aproveitaram o fato de que Winogradow e a
maioria dos membros do conselho médico eram judeus. Urdiram um
complô primitivo, ainda assim eficaz, em que deixaram Stalin
saber de que Winogradow e seus "cúmplices" tinham
criado fungos especialmente perigosos, para obter venenos com os
quais queriam envenená-lo lenta e imperceptivelmente, mas de
forma certeira.
O processo
médico de Moscou: 1953
Stalin deu, em sua mórbida desconfiança, imediatamente a
Rjumin e Ignatijew os plenos poderes - sem o conhecimento de
Berija - para prender e preparar um processo contra Winogradow e
seus seguidores. Este caso tournou-se conhecido sob a
denominação de "Processo Médico de Moscou".
Winogradow mudou-se com sua equipe médica para trás dos muros
da prisão moscovita de Lubljanka. Os trabalhos de pesquisa com o
Kombuchá foram suspensos abruptamente.
Os juízes moscovitas de investigação e os promotores
públicos logo acharam novos "crimes" que foram
incluídos na acusação: dano à imagem da medicina e
farmacologia soviéticas por retrocesso à Medicina Natural
pré-científica. Deliberadamente pretendia-se expor a ciência
soviética ao ridículo perante a opinião pública mundial. Não
se podia simplesmente substituir, de forma séria, preparados
cientificamente desenvolvidos por assim chamados "Produtos
Naturais" pré-científicos, sem com isto abandonar-se ao
atrazo e ao ridículo.
É verdade que Winogradow e os outros membros do "conselho
médico" foram reabilitados após a morte de Stalin. Berija,
Rjumin e Ignatijew em razão desta conspiração foram condenados
à morte e executados; as pesquisas com o Kombuchá,
no entanto, segundo o meu conhecimento, não foram retomadas. Os
comitês de pesquisa soviéticos o fundamentam do seguinte modo:
Ela, a ciência soviética, descarta uma imitação servil
e a utilização de processos naturais. O pensamento e a pesquisa
da ciência soviética deveriam ser independentes e criativamente
produtivos. Não se deveria ficar limitado por simples
ocorrências naturais, copiando-as. Isto seria indigno de um
cientista soviético. O objetivo da medicina soviética seria
criar uma irrefutável teoria da patogênese do câncer e a
partir daí desenvolver passos para uma terapia eficaz desta
condição. A medicina soviética não deveria deixar-se
desvirtuar por curas mal feitas, baseadas no fanatismo
naturalista. A antiga medicina natural seria pré-científica.
Não se deveria recair nela.
No entanto, não se tinha nada contra que, em hospitais
prisionais e em campos de melhoria do trabalho se continuasse -
quase secretamente - a fazer experiências com o Kombuchá
em prisioneiros doentes de câncer. Graças a Deus estas
não trouxeram prejuízos, de forma alguma, mas ao contrário
somente benefícios.
Alexander
Ssolshenyzin
A respeito disto foram escritos inúmeros livros
especializados. Como prova disto sejam aqui apresentadas as obras
de Alexander Ssolshenyzin, antes de tudo "A Estação do
Câncer", "A Mão Direita", suas autobiografias,
etc.
Nelas êle expõe extensamente como êle mesmo estava com câncer no estômago, com inúmeras metástases nos pulmões, fígado, intestinos, etc., sem esperança de cura e como êle então, como por milagre, ficou inteiramente são através do cogumelo do chá, preparado com folhas de bétula. Êle então descreve na "Estação do Câncer", um episódio em que, num exame de acompanhamento numa clínica moscovita, está deitado num quarto com funcionários doentes de câncer avançado, que dariam tudo o que possuíam para ter acesso a este cogumelo milagroso
Aqui é necessária uma observação: Nestes casos fazia-se o Kombuchá
com folhas de bétula para estimular a função urinária.
Os venenos capturados pelo ácido glucurônico
podem assim ser eliminados do corpo de forma especialmente
rápida e efetiva. Não se pode esquecer que na solução do chá
com o qual o Kombuchá é preparado sempre se
deve acrescentar algum chá preto. Sem chá preto o Kombuchá
não se desenvolve.
É pouco conhecido o fato de que já Paracelso fermentava
todos as possíveis ervas medicinais com o Kombuchá.
Estas ervas medicinais assim fermentadas eram especialmente
eficazes.
Como o
presidente dos Estados Unidos, Ronald Reagan, se beneficiou com
isto
Foto à esquerda:
Günther Frank em conversa com Ronald Reagan.
A conversa ocorreu na casa de Madame Tussaud em Londres.
O presidente estava muito taciturno
e não expressou nenhuma observação a respeito
dos benefícios que o Kombuchá teria trazido para êle.
Em 1983 pela primeira vez apareceu nos meios de comunicação
a notícia de que o presidente dos Estados Unidos, Ronald Reagan,
estaria com câncer. Regularmente ouvia-se sempre de novas
metástases que tinham que ser removidas do intestino, bexiga e
nariz. Uma quimioterapia recém iniciada causou-lhe muitos
problemas. Mais metástases apareceram. Médicos famosos dos
Estados Unidos lembraram-se das indicações terapêuticas para o
câncer na autobiografia de Alexander N. Ssolshenyzin e em sua
obra "Estação do Câncer". Ssolshenyzin, sem
problema, tinha sido rápida e completamente curado de câncer em
hospitais de campos de trabalhos forçados soviéticos.
Seguiam-se indicações de um ominoso "cogumelo do
chá" ao qual devia, supostamente, ser atribuída a cura. A.
N. Ssolshenyzin, que vive como emigrante nos EUA, foi inquirido a
respeito disto. Êle pôde fornecer importantes indicações a
este respeito. Imediatamente foram encomendados do Japão alguns
exemplares do "cogumelo do chá japonês", que também
traz o nome de Kombuchá.
O presidente começou a tomar a bebida. Êle bebe diariamente
um litro do líquido. Agora provavelmente vai-se ouvir falar
apenas raramente ou talvez nunca, do câncer de Ronald Reagan e
de suas metástases. Êle provavelmente poderá gozar, por muitos
anos, de uma vida alegre e saudável.
Comentário de Günther W. Frank:
Eu escrevi em 1989 ao Presidente Reagan e lhe solicitei que
informasse se era fato que o Kombuchá lhe havia
ajudado desta maneira maravilhosa. O presidente e sua mulher
Nancy me enviaram cordiais saudações. Infelizmente não
quisaram afirmar nem desmentir de que o presidente esteja tomando
Kombuchá diariamente.
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© Copyright Günther W. Frank 1996, 1997
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